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One thought on “Cristo, consolo dos que ficam! — Testemunho Dirce Ciambroni – Evangelho Simples”

  1. Gionei Gomes da Silva says:

    Dirce, minha querida irmã em Jesus Cristo! Eu fiquei muito emocionado com seu depoimento. Por si só ele já é lindo, mas por fazer parte do que ocorreu na sua vida e na minha vida também, especialmente nas datas de 1957 a 1959, fui levado de maneira muito viva no tempo! Explico: em 1957 eu era um menino com 9 anos , órfão de pai e mãe, que nunca havia colocado um calçado nos pés. Meus pais embora fossem donos de cartório morreram precocemente cada um com 39 anos de idade deixando a prole sem nada, no Estado da Bahia! Minha mãe morreu em Venceslau! Soube na minha mocidade que a única assistência dada a ela foi pelo grupo de senhoras da igreja metodista (Déa Girardi, Carmem Fuentes e outras), que deram um liquidificador e frutas para alimentar minha mãe que estava com câncer.
    Em 1957 eu ganhei meu primeiro sapato do casal metodista Reinaldo e Germínia, da igreja do pastor Francisco, que além dos sapatos me recebeu no seu lar. Logo fui levado para a igreja metodista, uma casinha de madeira no fundo de um terreno, onde conheci o pastor Francisco, para participar da minha primeira aula em escola dominical, na classe Avante por Cristo . Foi um susto! Pudera! pois a professora da classe era nada mais nada menos que Carmem Fuentes Gorgulho, a minha professora de alfabetização! Agora ia me ensinar sobre Jesus usando um flanelógrafo! Naquela manhã ela me ensinou a responder a chamada de classe com um versículo que ficou eternizado na minha memória: “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei”. Terminou o escola dominical, numa manhã de sol e céu azul, quando na rua eu murmurei para Jesus, que eu acabara de conhecer, bem baixinho para ninguém me ouvir: eu quero ser médico! À época o pastor Francisco, nosso querido Chicão, fazia cultos nas casas. A primeira casa foi do casal Pedro e Déa Girardi, que tinha uma menininha de 5 aninhos chamada Roseli, que precocemente se tornou organista da igreja. Voltando nos primeiros dias, conheci seu irmãozinho José Luiz que se tornou meu mais importante amigo de infância. Sua mãe Julieta e sua irmã Diva moravam pertinho da igreja. Lembro-me como hoje da sua mãe e da sua irmã numa cadeira de rodas, que me quebrantou pra valer! Eu estava lá quando elas foram ter com o Senhor Jesus. Depois Déia me levou de trem com Zé Luiz para passar uns dias na casa da sua irmã, mãe de Marcos e José Antonio, acho que o lugar se chamava Santa Lina, onde Jacó seu cunhado era gerente de uma usina de açúcar. Tanto essa sua irmã … me apagou o nome … quanto a Déia, me cercavam de mimos me dando copos de toddy ou vitaminas e sanduíches de queijo deliciosos! Lá havia no quintal um balanço enorme numa grande árvore que nós meninos amavam! Eu amava tudo isso porque até antes de ir morar com o casal Germínia e Reinaldo eu passava muita fome. Era tão comum não ter o que comer que em 1955 eu faltava constantemente às aulas de alfabetização da professora Carmem. Escondido eu ia me distrair no embarcadouro de bois nos trens da Sorocabana. Lembro-me do seu começo de namoro com o pastor Francisco. Foi na época da construção do templo novo da igreja. Estou na foto contida dentro da pedra fundamental daquela igreja. O ato inaugural foi numa manhã, bem cedinho! O tempo passou e vocês foram embora de Venceslau, junto com a família da Déia, que depois de morar em Avaré também foi para Taubaté. O mundo continuou dando voltas até que em 1978, já formado em medicina, me encontrei com minha amada professora Carmem Fuentes. Bem velhinha e com pouca visão chorou muito ao me abraçar. Disse-me: “vou lhe dar o meu maior troféu porque você agora tem maturidade para recebê-lo”! Trouxe do seu quarto uma fotografia onde eu estava sentado na primeira carteira da segunda fila na sala de aula dos alunos do primeiro ano escolar ( tenho a foto guardada). Eu estava ali sem sapatos e sem o uniforme que todos os demais alunos tinham. Minha roupa era desbotada, suja, e minha bolsa era um bornal de pano enquanto dos demais alunos era de couro. A professora me disse: “você foi o único aluno meu que se formou médico”! Choramos juntos! Jesus estava alí certamente sorrindo! Porque Ele bem sabia que respondeu ao meu pedido naquela manhã de domingo quando conheci a escola dominical do pastor Francisco. Eu nunca duvidei disso e Ele continua me surpreendendo!
    Junto com minha esposa Jane passamos na casa da Roseli quando os filhos dela eram meninos pequenos. Conhecemos o seu amado esposo Heros e ainda deu para matar a saudade de conversar com os queridos Pedro Girardi e pastor Francisco. Também José Luís, Déia, e a mãe dos meninos Marcos e Zé Antonio. Espero que ela não fique zangada se souber que me deu esse branco com seu nome!
    Neste site tem dois jovens pastores com sobrenome Girardi. Daniel e Lucas. São da Roseli ou do Zé Luís? Os belos olhos de ambos são os olhos da Déia, da Roseli e do Zé Luíz! O pastor Heros deve estar pleno de felicidade com esses filhos valiosos!
    Dirce querida, estou orgulhoso de você! É um privilégio fazer parte da emocionante história da sua vida. Fique na Paz do nosso Senhor Jesus Cristo!

    Gionei

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